quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O valor da vida

Postado por Cláudia Figueiredo às 13:48

Diante de tanta dor, lágrimas, destruição e centenas de mortes causadas pela tragédia que assola a Região Serrana, do Rio, nas últimas horas é inevitável não parar pra pensar no valor de nossas vidas. Velhos, adultos e crianças dormiam enquanto suas existências foram literalmente levadas rio abaixo.

Lama, escombros, lixo apagando histórias, soterrando sonhos e colocando um covarde ponto final no futuro de tantos. Em questão de segundos... De forma arbitrária... Sem escolha... Apenas o destino...
Diante da TV, assistindo a todos os noticiários, me ponho a pensar que de uma hora para outra tudo pode mudar em nossas vidas ou mesmo se acabar. E acho que deveríamos avaliar carinhosamente nossa passagem por aqui. Até onde dá, que é o agora. 
Na teoria, se a única certeza que temos na vida é a de que um dia vamos morrer, porque não viver de uma forma melhor? Por que fazer tantos planos para o futuro, se ele pode não chegar? Por que não fazer do hoje o que queremos no amanhã? Por que não ser feliz agora, com medo do futuro? Por que não dividir o que temos com quem necessita, se quando morrermos não levaremos nada. Ao mundo viemos nús e sairemos dele da mesma forma...

O difícil é fazer com que as pessoas entendam que no mundo já existe tanta dor que não dá para ser evitada.  Por que causar mais? Difícil é amolecer  um coração quando a dor não está nele. Difícil é humanizar o ser humano. Neste momento, penso em agitar o grupo de volúntários do qual participo. Arrecadar água, alimentos, porque tem gente lá fora, longe da tela da minha TV esperando literalmente por uma mãozinha. Socorro ou mesmo um abraço. 

Esperando uma doação de sangue, seja de que tipo for, ou seja, o seu, e isso é o que vai nos fazer melhores do que fomos hoje. É o que vai nos tornar importantes para alguém. É o que vai fazer valer de verdade nossa efêmera existência, se amanhã já não estivermos mais aqui.
Vamos pensar em nossas vidas... E como queremos ser lembrados... Por semear amor ou ignorar a dor...
Bjosssss
Cláudia Figueiredo (Cacau)

6 comentários:

Anônimo disse...

Mãe você está certa. Eu amo você linda. Beijos
Felipe

Cláudia Figueiredo on 13 de janeiro de 2011 17:25 disse...

Eu tb amo vc minha vida. Bjoss!

Anônimo disse...

Vi seu link no Google. Tá muito legal o seu blog. Como sempre densa. Tá apaixonada? rsrs. Posso te mandar um dinheiro para ajudar com os donativos? Mudou seu telefone? Me manda e-mail. Aguardo.
Beijo.
JOSË AIRTON

Cláudia Figueiredo on 14 de janeiro de 2011 05:43 disse...

Airton, a Cruz Vermelha também está recebendo donativos, ok?!!! Obrigada, e fique na paz!!!!!!

Sergio Neumann on 14 de janeiro de 2011 06:04 disse...

Tem dias em que a gente deseja ir para a praia, ir pro shopping, ou até mesmo deitar e descansar...
Hoje, neste exato momento, enquanto lêem este texto tem centenas de pessoas que gostariam apenas de uma roupa seca, ou um prato de sopa quente, ou quem sabe de uma vã esperança de que toda a fortuna já liberada pelos governo federal e estadual (mais de 700 milhões de Reais) não vá parar no bolso de algum corrupto e que esta fortuna não seja usada para construir palácios em Angra dos Reis, como foi o caso em 1998 e 2001 mas, sim, que esta fortuna seja utilizada de maneira racional e ecologicamente inteligente para a reconstrução das vidas dos que ficaram vivos, pois, estes, ainda que abalados pela tragédia ainda podem recomeçar, enquanto os que se foram não tiveram a mesma sorte...

Cláudia Figueiredo on 14 de janeiro de 2011 06:29 disse...

Pois é Serginho. Infelizmente a inoperância de quem deveria amenizar os efeitos de tais catástrofes e o mau uso do dinheiro público acabam gerando essas tragédias. Espero que nossos políticos tomem vergonha na cara e façam algo urgente por essas vítimas. Os mortos não pedem mais socorro e sim os sobreviventes. Que os projetos de prevenção sejam realmente colocados em prática. Instrumentos preveram o desastre. Existem em funcionamento, mas não há quem os opere, planeje e coordene a retirada das pessoas das áreas de risco. Para os políticos é mais cômodo deixá-las por lá, onde se instalaram. Mas será que essas pessoas tiveram outras opções??? Acho que não!!!!!!!!!!!

 

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