sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

SONETO DE SEPARAÇÃO

Postado por Cláudia Figueiredo às 11:34


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Morais

1 comentários:

Anônimo disse...

Muito estranho quando se termina uma relação, onde teoricamente havia carinho, amor e derepente nos damos conta de que não sobrou nada. Nem admiração, nem carinho ou uma amizade. Estranho como pessoas tem facilidade em apagar todas lembranças e sentimentos. Eu vivi isso e é uma merda Cacau. Mas eu levantei a cabeça e segui em frente. Tem pessoas que não valem uma lágrima, porques estão acostumadas a sacanear geral. Grande emoções estão por vir. Rsrs! Bjoss linda mulher!

Luiz Eduardo, Du.

 

Cláudia Figueiredo Copyright © 2010 Designed by Ipietoon Blogger Template | templates gratis Vector by Artshare